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Desmantelada a rede de malware DanaBot: 16 acusados numa operação global de 50 milhões de dólares
A 23 de maio de 2025, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ) anunciou o desmantelamento da infraestrutura online associada ao DanaBot, um malware sofisticado também conhecido como DanaTools...
A 23 de maio de 2025, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ) anunciou o desmantelamento da infraestrutura online associada ao DanaBot, um malware sofisticado também conhecido como DanaTools. Em simultâneo, foram tornadas públicas as acusações contra 16 indivíduos pelo seu alegado envolvimento no desenvolvimento e na difusão do malware, controlado por uma organização cibercriminosa sediada na Rússia.
Um malware multifuncional com impacto global
O DanaBot infetou mais de 300.000 computadores em todo o mundo, facilitando fraudes, ataques de ransomware e causando danos estimados em, pelo menos, 50 milhões de dólares. Dois dos arguidos, Aleksandr Stepanov (alias JimmBee), de 39 anos, e Artem Aleksandrovich Kalinkin (alias Onix), de 34 anos, ambos de Novosibirsk, na Rússia, encontram-se atualmente foragidos.
O malware funcionava segundo um modelo "malware-as-a-service" (MaaS), com acessos alugados desde 500 até vários milhares de dólares por mês. O DanaBot, rastreado com os nomes de código Scully Spider e Storm-1044, é uma ferramenta multifuncional semelhante ao Emotet, TrickBot, QakBot e IcedID, capaz de atuar como stealer e como vetor para payloads subsequentes, como o ransomware.
Técnicas de infeção e funcionalidades do malware
O DanaBot utilizava vários métodos para infetar os computadores das vítimas, incluindo mensagens de correio eletrónico de spam com anexos ou hiperligações maliciosas. Os computadores infetados passavam a fazer parte de uma botnet, permitindo aos operadores controlá-los remotamente de forma coordenada.
O malware, modular e desenvolvido em Delphi, era capaz de extrair dados dos computadores das vítimas, intercetar sessões bancárias e roubar informações sobre os dispositivos, históricos de navegação, credenciais de contas guardadas e carteiras de criptomoedas. Podia também fornecer acesso remoto completo, registar sequências de teclas e capturar vídeo.
Operação Endgame: colaboração internacional contra o cibercrime
A ação das autoridades policiais, integrada na Operação Endgame, levou à apreensão dos servidores de comando e controlo (C2) do DanaBot, incluindo dezenas de servidores virtuais alojados nos Estados Unidos. Esta operação contou com a colaboração de várias agências internacionais para combater as atividades cibercriminosas à escala global.
Erros fatais: os hackers infetam-se a si próprios
Um elemento curioso que emergiu da investigação é o facto de alguns membros da organização DanaBot se terem infetado acidentalmente com o seu próprio malware, o que permitiu aos investigadores recolher dados comprometedores dos seus computadores. Estes dados contribuíram para a identificação dos membros da organização.
Conclusão
O desmantelamento da rede DanaBot representa um passo significativo na luta contra o cibercrime internacional. No entanto, a natureza evolutiva destas ameaças exige uma vigilância contínua e uma colaboração global para prevenir e combater futuras atividades maliciosas.
Fonte: https://thehackernews.com/2025/05/us-dismantles-danabot-malware-network.html?utm_source=chatgpt.com