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Ataques informáticos chineses exploram vulnerabilidades no Ivanti EPMM

Em 22 de maio de 2025, o The Hacker News noticiou que o grupo chinês de ciberespionagem UNC5221 explorou duas vulnerabilidades recentemente corrigidas no software Ivanti Endpoint Manager Mobile (EPMM)...

Ataques informáticos chineses exploram vulnerabilidades no Ivanti EPMM

Em 22 de maio de 2025, o The Hacker News noticiou que o grupo de ciberespionagem chinês UNC5221 explorou duas vulnerabilidades recentemente corrigidas no software Ivanti Endpoint Manager Mobile (EPMM) para realizar ataques direcionados a nível global. As vulnerabilidades, identificadas como CVE-2025-4427 e CVE-2025-4428, permitem a execução de código arbitrário em dispositivos vulneráveis sem necessidade de autenticação.

Setores afetados e modalidades de ataque

Os ataques, iniciados em 15 de maio de 2025, visaram setores críticos como a saúde, as telecomunicações, a aviação, as entidades governamentais locais, as finanças e a defesa na Europa, na América do Norte e na Ásia-Pacífico. O UNC5221 demonstrou um conhecimento profundo da arquitetura interna do EPMM, utilizando componentes de sistema legítimos para exfiltrar dados de forma furtiva.

Técnicas utilizadas pelos atacantes

O grupo explorou o endpoint "/mifs/rs/api/v2/" para obter uma shell inversa interativa e executar comandos remotos em implementações do Ivanti EPMM. Posteriormente, foi distribuído o KrustyLoader, um loader baseado em Rust atribuído ao UNC5221, que permite a entrega de payloads adicionais como o Sliver. Os atacantes utilizaram também credenciais MySQL hard-coded para aceder de forma não autorizada à base de dados e exfiltrar dados sensíveis relativos a dispositivos móveis geridos, utilizadores LDAP e tokens de acesso do Office 365.

Ferramentas e infraestruturas de comando e controlo

Os ataques caracterizam-se pela utilização de comandos shell ofuscados para o reconhecimento do host, seguida da instalação do KrustyLoader a partir de um bucket AWS S3 e da utilização do Fast Reverse Proxy (FRP) para facilitar o reconhecimento da rede e o movimento lateral. O FRP é uma ferramenta open-source amplamente partilhada entre os grupos de hacking chineses.

Recomendações para as organizações

A Ivanti lançou patches para ambas as vulnerabilidades e recomendou vivamente aos clientes que sigam as orientações descritas no aviso de segurança oficial, para protegerem os seus ambientes o mais rapidamente possível.

Conclusão

Os ataques do UNC5221 evidenciam a importância de uma gestão proativa das vulnerabilidades e da segurança dos dispositivos móveis empresariais. As organizações devem assegurar-se de que aplicam atempadamente os patches de segurança e de que monitorizam constantemente as suas infraestruturas para detetar atividades suspeitas.